Dados

Os 10 problemas de segurança mais comuns em sites brasileiros — análise de 36 mil sites

Dados exclusivos da Klarim revelam que 74% dos sites brasileiros analisados estão em estado de atenção para segurança web

Por Klarim · 31 de julho de 2026 · 5 min de leitura

Os 10 problemas de segurança mais comuns em sites brasileiros

Análise exclusiva de 36.589 sites brasileiros pela Klarim — Julho de 2026

Será que o seu site está entre os 96,8% que precisam de atenção em segurança? A Klarim analisou 36.589 sites brasileiros com 48 verificações passivas de segurança e os resultados são preocupantes.

O panorama geral

Classificação Sites Percentual
🟢 Seguro (score 90-100) 695 1,9%
🟡 Atenção (score 50-89) 35.302 96,5%
🔴 Crítico (score 0-49) 472 1,3%

Score médio: 74 pontos de 100. A maioria dos sites brasileiros não está criticamente vulnerável, mas opera com falhas que expõem dados de visitantes e podem resultar em problemas legais pela LGPD.

Apenas 695 sites (1,9%) alcançam o nível verde — entre eles, empresas que investiram em configuração adequada de seus servidores.

Os 10 problemas mais encontrados

1. Ausência de banner de cookies — 83,6% dos sites

De 19.846 sites analisados para indicadores de privacidade, 16.586 não possuem banner de consentimento de cookies. A LGPD (Lei 13.709/2018) exige que o visitante consinta antes da coleta de dados via cookies. Sem o banner, o site está em desacordo com a legislação.

Como corrigir: implemente um banner de cookies com opção de aceitar ou recusar cookies não essenciais. Ferramentas como Onetrust, Cookiebot ou soluções nacionais como AdOpt fazem isso em minutos.

2. Falta de política de privacidade — 74,5% dos sites

14.786 sites não possuem política de privacidade acessível. Este é o documento mais básico de conformidade com a LGPD — explica quais dados são coletados, como são usados e quais são os direitos do titular.

Como corrigir: publique uma página /politica-de-privacidade com linguagem clara. Não precisa ser um documento jurídico complexo — precisa ser transparente.

3. Ausência de identificação do DPO — 77,4% dos sites

15.353 sites não identificam o Encarregado de Proteção de Dados (DPO), conforme exige o Art. 41 da LGPD. O DPO é o responsável por receber reclamações e comunicações da ANPD.

Como corrigir: adicione o nome e contato do DPO na política de privacidade ou em uma página dedicada. Empresas menores podem designar o próprio proprietário.

4. Sem canal de direitos do titular — 99,1% dos sites

19.664 sites não oferecem um canal para o titular exercer seus direitos (acesso, correção, exclusão de dados). A LGPD garante esses direitos e a empresa deve facilitar o exercício deles.

Como corrigir: adicione um formulário ou email dedicado (ex: [email protected]) para receber solicitações de titulares.

5. Política de cookies inexistente — 96,7% dos sites

19.198 sites não possuem política de cookies — um documento separado da política de privacidade que detalha quais cookies são usados, para que servem e como desativá-los. Apenas 648 sites (3,3%) têm essa política.

Como corrigir: crie uma página /politica-de-cookies listando cada cookie, sua finalidade e duração.

6. Headers de segurança ausentes em formulários — 27,2% dos sites

5.407 sites têm formulários sem headers de segurança adequados. Isso significa que dados enviados pelo visitante (nome, email, telefone) podem ser interceptados ou manipulados.

Como corrigir: configure os headers Content-Security-Policy, X-Content-Type-Options e X-Frame-Options no seu servidor. Se usa hospedagem compartilhada, verifique com seu provedor.

7. Sem proteção CDN — 76% dos sites

Apenas 24% dos sites usam um serviço de CDN como Cloudflare, que além de acelerar o site, protege contra ataques DDoS e oferece certificado SSL gratuito. Os outros 76% estão expostos diretamente à internet.

Como corrigir: ative o Cloudflare (plano gratuito) ou similar. Além de segurança, seu site ficará mais rápido.

8. Sem analytics configurado — 92,8% dos sites

92,8% dos sites não têm Google Analytics 4 configurado. Sem analytics, o dono não sabe quantas pessoas visitam, de onde vêm, nem o que fazem no site — e não consegue medir se investimentos em marketing estão funcionando.

Como corrigir: crie uma conta no Google Analytics, instale a tag no seu site. É gratuito e leva menos de 10 minutos.

9. WordPress desatualizado ou mal configurado — 16,6% usam WordPress

6.006 dos 36.128 sites analisados usam WordPress. É o CMS mais popular do Brasil, mas também o mais atacado. Plugins desatualizados, temas piratas e configurações padrão são as principais portas de entrada para invasões.

Como proteger: mantenha WordPress, plugins e temas sempre atualizados. Use apenas plugins do repositório oficial. Instale um plugin de segurança como Wordfence ou Sucuri.

10. Sites em estado de abandono

Parte significativa dos sites analisados mostra sinais de abandono: conteúdo desatualizado, certificados expirados, ou domínios estacionados. Sites abandonados são alvos fáceis — sem manutenção, vulnerabilidades conhecidas ficam expostas indefinidamente.

Como corrigir: se o site não está mais em uso, desative-o. Um site abandonado online é pior do que nenhum site.

O que você pode fazer agora

1. Verifique seu site gratuitamente. A Klarim analisa 48 pontos de segurança em segundos, sem instalar nada. Verificar meu site →

2. Corrija os problemas mais críticos primeiro. Política de privacidade e banner de cookies são os mais urgentes pela LGPD — e os mais simples de implementar.

3. Monitore continuamente. Segurança não é um projeto, é um processo. A Klarim oferece monitoramento gratuito com alertas quando algo muda no seu site.

Metodologia

Este estudo analisou 36.589 sites brasileiros descobertos via Certificate Transparency logs entre julho de 2026. Todas as verificações são passivas (não invasivas) — analisamos apenas informações publicamente acessíveis como headers HTTP, certificados SSL, DNS e conteúdo visível. Nenhum dado pessoal foi coletado ou armazenado. Saiba mais sobre nossa metodologia →


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